
BIOGRAFIA
Da minha vida pessoal, pouco tenho a acrescentar ao que disse nos outros
livros.
Claro, sou uma colcha de retalhos. Adquiri, ao longo da vida, dos lugares
onde morei, da minha profissão, dos cursos humanísticos, e da leitura a
que me dediquei, uma forma de me comunicar, a de dizer o que sinto, sem
fingir. Essa visão de mundo que me desperta o entardecer e a esperança de
um novo dia. Sinto a necessidade de definir minha poesia entre a confissão
pessoal e a vida cotidiana. Mesmo assim, há lirismo, onde o Eu, a
subjetividade própria, junta-se à subjetividade do outro. Ao ler meu livro
," ÀS MARGENS DOS MEUS RIOS,o leitor identifica-se e vê-se em idênticas
circunstâncias, em algum momento. A visão interior é colada à fotografia
do mundo. O concreto da poesia, com aspectos crepusculares, canta a
solidão, mas sem amargura. A morte e a tristeza embalam o meu expor de
poeta, às vezes melancólica, às vezes romântica, juntando a esperança ao
desencanto. Uma poesia simbólica, com naufrágios pessoais e ruínas
interiores, com apelo à alegoria, e à expressão de fé cristã.
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Título:
Às Margens dos Meus Rios
Autora: Arlinda Lamêgo
Abusando de termos descritivos, Arlinda
Lamêgo convida o leitor a viajar através das linhas aqui postas,
reservando para esse leitor, um cenário de delicias, ampliando sua
imaginação, fazendo da leitura mais que um entretenimento. Para olhares
mais atentos, diríamos, uma aventura indescritível, às margens de nós
mesmos.
(comentário: Luciene Lima)
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