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BIOGRAFIA
Sou português de gêma e orgulho-me disso!
Nasci numa freguesia (Adeia-Gavinha) do Conselho e Alenquer (pequena
cidade do Distrito de Lisboa) - tudo é pequeno, até o autor - e neto
de um poeta popular, o velho Sebastião Isidro da Silva, que fazia as
delícias dos utentes dos transportes públicos com os seus poemas a
propósito disto e daquilo, que riam a bom rir das suas palavras
muitas vezes irónicas e acutilantes!
Comecei a escrever por volta dos meus
16 anos e as obras - se tal assim poderiam ser chamadas - (Morte de
um Leão – um conto feito a uma pretensa caçada a tal bicho e 102
poemas de amor) foram queimados em praça publica, como um auto de
fé, pois a minha mãe não queria de forma alguma que, na família,
houvesse sequer um só poeta!, e até dizia que, tal traste não
ganharia um tostão sequer! O tempo passou e livre da tutela paternal
e alguns anos depois recomecei e achei que de facto a minha velha
tinha razão, um poeta morre de fome na sua terra.
Como comecei dizendo atrás, nasci na tal pequena cidade de Alenquer
há exactamente setenta anos! Que velho meu Deus!!! E foi preciso que
decorressem sessenta e dois anos para que o meu primeiro livro desse
vida à luz dos olhos.
Por amor aos meus poemas fui morrendo sim mas devagar, lentamente.
Outros se seguiram e se seguirão até que a morte me separe desta
vida e eu entre na Glória Eterna! Se são válidos ou não o leitor
dirá de sua justiça!
Tenho dito,
Ezequiel Francisco
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