... Meu país é poesia, ritmo, samba, chorinho e bossa-nova...

É país da enxada
suor no rosto
calos na mão.
Meu país é de sorrisos, de soluços,
de dunas e cachoeiras.

Meu país criança é da
experiência
sobrevivência
é fortaleza.

... Já esse país de mensalões é de poucos...

E no jogo de cintura, eu vejo meu Brasil

no acordar cedo,
na correria do trabalho,
no voltar cansado,
suado...

no contar moedas para o pão e cafezinho
e nas noites insones sem dinheiro.

Vejo esse Brasil de muitos

na cachaça com limão,

no espetinho de gato,
cerveja gelada
e samba improvisado.

é na morena que rebola
no banho de chuva com mar
e principalmente no gingar

...

Insisto
e vejo assim o meu país.

Senão, o desgosto é grande.

 

POR QUE ME UFANO
Antonio Miranda - Brasília/DF

O Conde de Affonso Celso louvou
sem modéstia e sem medida
as grandezas do Brasil
sem considerar as mazelas.

A superioridade territorial
é mesmo proverbial:
Canadá, Estados Unidos
Rússia e China
-uns ricos, outros pobres-

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