REFLEXÃO

Rasgaram-se os véus...
As máscaras caíram.

Escrevo para ninguém...
Neste monólogo, duelos íntimos...

 


Mo meu mundo solitário
somente ouço a minha voz...
E minha voz me diz
que sentirei saudades da vida que vivi,
dos amigos que deixarei,
das emoções que não demonstrei,
do abraço que não dei,
e até mesmo da lágrima
que não enxuguei...

Nesta auto-reflexão,
deixo minha marca tímida
no caminho das letras
e sigo divagando contra o tempo...
Esse mesmo tempo determina que
sentirei saudades de você
que viveu por mim, que chorou comigo...
Levarei comigo a presença suave
do amor que encontrei em/com você...
E quando o tempo decretar
que é tempo de nossas almas se encontrarem,
suplantaremos as adversidades,
sepultaremos possíveis mazelas,
abandonadas, uma dia,
na terra fria do nosso jardim...

Vitória /ES - 08/03/2005

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