O Aviador
Bem esperto e habilidoso com as correntes de ar,
Flutuando vai o condor as grandes alturas galgar.
Muito atenta e respeitada na missão de observar,
Lá vai a águia altaneira um outro alvo enfocar.
Navegando em lindo bando, indo em busca de uma sombra,
E também de água fresca, sempre em paz, lá vão as pombas.
Ligeirinha e graciosa, quase nunca em linha reta,
Evolui a andorinha, sempre contente e discreta.
Num mergulho arrojado, tal qual flecha em disparada,
O falcão enquadra a presa e o que interessa é mais nada.
Hórus, pássaro divino, protetor idolatrado,
Em vôo alto ou razante, está sempre lado a lado.
Hórus, falcões, andorinhas, as pombas, a águia, o condor,
Em vôo, vão se esmerando em imitar o aviador
Que, com máquina de fogo, vai montado no trovão.
Como um raio, corta os ares, e do espaço, a amplidão.
Este príncipe arrojado que, garboso, habita os céus,
Faz inveja até às aves que, das nuvens, temem os véus.
Porém este ser alado dentro de seu avião,
Como que imitando os pássaros, tem também um coração!