VI, NO INÍCIO, VENTOS 
(VINÍCIUS VÊNUS) 



_ Avante, brasileiros! 
Sede fortes guerreiros 
Nosso destino é a Itália 
Venceremos esta batalha. 

O ano era 1944, a idade a despontar 
do belo jovem voluntário a sonhar. 
Sua origem, as montanhas alterosas 
e num ato de patriotismo decidiu ir à guerra 
desejava, também, conhecer outra terra. 

No dia da sua despedida 
um aperto no coração, 
ao abraçar o velho pai 
sem saber se ainda se encontrarão. 

Ao adentrar-se no corredor do trem, 
que ao seu, incerto, destino o levaria, 
seus olhos solitários fitam atentos 
até o último aceno da família. 

E em sincronia com a velocidade do trem 
toda sua vida lhe passa pela mente 
e no coração existe a incerteza 
de poder, um dia, rever sua gente. 

Assim na terra como no ar 
as bombas explodem para matar 
e o amigo ferido, ao agonizar 
no desespero, clama pela mãe, 
última palavra a pronunciar. 

Foi um ano de pesadelos, 
de tiros, mortes, devaneios 
e a esperança de retornar um dia 
às vezes parecia utopia. 

"_ Por mais terras que ele percorra, 
não permita, Deus, que ele morra, 
sem que volte para cá." 
_ Era seu pai a orar _ 

Chega o grande dia afinal 
e no ano de 1945, o sonho se torna real 
pois o mundo inteiro aplaudiu 
o fim da segunda guerra mundial. 

"Senta a pua" 
a pomba branca sobrevoando o mar 
e o céu, azul sem par. 
Este é o emblema da paz 
_ em terra e no ar _ 

 

 

 

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Fátima Soares Rodrigues 
fsr@zipmail.com.br 

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