Noite de Corpo: Arstchfícios
Ao que se vê um corpo de revés, é-me tudo por hora ao contrário,
Some de mim escárnio,
Não é o viver ao passar da hora, não um gêmeo reverso do comércio
Do BomDia! tísico
o transe onde invertidos – Noite - batente ao’scuro e endorme em claro
dão Vida aos insterstícios
de serenes versos que silvam ser o universo, com nosso tosco,
turbulência a não bastar arrimo.
Não. O terror de noite de corpo é mais que isso.
Filho dos Céus, vôo longe, arremeto em looping negativo, agarrado
À ‘SycSemperTirannis’, o grito!
Do mar de homens ave naútica de rapina, ao incomôdo diz o aguerrido:
-Que não me mate o corpo! ,
e o resto do tudo é espaço livre inda com o mundo de cabeça pra baixo.
E a vida nada mais é: guinada do artifício.
Tempestades sob as asas em lar são-me braços, se me ao pouso invitas.
Orgulho Em Honra é bisca a quem dou sorriso.
Filhos do Céu aprendem o destemor da morte.
Não basta. Noite de Corpo é inimigo de outro registro.
Em gravidade arrevesada com o humano mundo térreo sigo à vida,
Bailando banhos de purga se caio;
Quando me falta a bendita, quando a bússola mais não sabe o norte
Inverto tudo ou refaço os cálculos;
Biruta em arrebol de vento é imagem do passo do tempo desse espaço
De atroz inflexão do entrudo,
Percival doidecido, incrente, obra a busca alheio a si, fiapo fervente de aço.
Acha a taça, à custa de desperdi-se-o.
Não há paz, ou apagar do bulício horrendo do demônio da batalha.
Percival: Noite de Corpo é o resquício.
Que é Noite do Corpo, afinal?
Tomar banho quente e ver de por trás uma vida de asceta.
Feito lagarto sentir faltar um par de átrio e ventrículo
Não dar costa ao mar inda que peixe traga no bico;
Ir-se do mundo, qual percival-sem-saga,
Vagar à magra vendo toda parte como prova de fé
Ou desencaminhante feitiço.
Precariedade total, mais além de mal ou bem,
Noite do corpo é viver fora de ritmo,
Cordial Cardíaco
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Luiz buff
yonderbuff@yahoo.com Brasília/DF