Havia dor 

Havia dor pairando nos ares. 
Cidades arrasadas por bombas. 
Havia sangue por sobre a hera, 
tingidas de rubro as pombas. 
Os mares tomados pela guerra. 
O aviador levou paz aos lares. 
A aviação vingou nossa terra. 

Pois em tempos de paz, somos 
Alvas columbas nos céus azuis. 
Outrora aves de rapina fomos 
as garras de aço no firmamento. 
O rugir das turbinas, que ouvis 
eleva um lamento alto,cinzento. 

O espaço aéreo um lar, nuvens são casas. 
Desde meninos, o sonho de voar a crescer. 
Nos aviões, braços se convertem em asas. 
Homens, como Ïcaro haverão,verão descer. 

Um dia batererão asas no horizonte bonito. 
Mas não se diga enfim, o fim:e sim infinito. 

 

 

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Patrick Berlinck 
grimaud70@hotmail.com - Uberlândia/MG

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