ASA/ALÉA 


São flores as asas, abre-se o ponto 
aviador no início do mundo.E, desde então, 
Luz, nos abriu um olhar no vôo mais 
profundo.Reflexos 
da asa, casa casada do homem 
com seu anseio 
de um infinito 
navegar no ar, na rama, no pomo.Fazer um avião 
de cada cotidiano ninho, como 
a escultura viva que desdobra o caminho. 
Beijar a face viva do ar como um reflexo 
do mundo divino 
e trazer, nesta crisálida de amar 
o recuperar do heroísmo 
do vôo íntimo.Ser/mos em nós Ícaro e Adão 
de asas recuperados na junção infinita 
de um Deus que é ave 
no bico maior de 'Faça-se a Luz ..." ( assim foi 
/ feita) 
/ ( assim é 
feita ) 
... e os mais pesados que o ar sobem direitos. 
O vôo é o coração de Deus des-sugando vida 
comovida, sempre comovida 
é o anti-bruxa 
é o ante diante adiante alante 
asas do espírito são flores, como diante da azálea / azaléa teu sorriso naquele dia de maio todos os vôos idos. 
Brilha o bom revérbero da luz que unifica 
pois o Espírito pairava, cegonha e águia 
a sugerir a flor de outro vôo. 
Comum no Incomum ___ resgate de todos os sacrifícios 
em prol-rol do vôo. 
Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o capitão Aza, o beijo terno da mãe, 
Bodas ! ... e /de/ um vôo que não se acaba. 
Heróicos cotidianos iluminados 
no sal do ideal do sempre igual e não 
igual do bem real de um võo 
que nos perpassa. Há cais geral; há graça.E passa santa 
eterna curativa ( asa e léa ) 
fumaça. 
Com Amor, este vôo flor. 

 


 

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Jorge Luiz Moreira de sant'Anna 

( Jorge Luiz de Sant'Anna) 
Jorjelmsantanna@AOL.com - Rio de Janeiro/RJ

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