VÔO CEGO (Para uma aeromoça) 
THA©KYN 

 


Faço visitas noturnas 
e sempre procuro dar uma palavra amiga, 
se os meus versos vagueiam perdidos 
os encontro nas perguntas não entendidas 
e nas respostas não ditas, 
no silenciar da memória, 
então ensaio novos versos 
que soam triste despedida 
em versos benevolentes 
que deixam saudades na gente. 

Voa musa alada 
com os meus versos molhados na madruga... 
Suba no teu pássaro de fogo, 
e compartilhe teu dom ao mundo... 

Voe para longe de mim, 
com seus comandantes que só te dizem sim... 

Voa pássaro sem asa, 
voa cotovia da noite... 
E que voem as penas da sorte, 
antes do silêncio da morte: de um poeta? 

Voa poesia em vôo cego, 
que ninguém entende a sua melodia 
mesmo escutando-a... voa.... 

 

THA©KYN 

 

 

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Eustáquio Mário Ribeiro Braga 
thackynn@fjp.gov.br - Belo Horizonte/MG

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