VÔO CEGO
(Para uma aeromoça)
THA©KYN
Faço visitas noturnas
e sempre procuro dar uma palavra amiga,
se os meus versos vagueiam perdidos
os encontro nas perguntas não entendidas
e nas respostas não ditas,
no silenciar da memória,
então ensaio novos versos
que soam triste despedida
em versos benevolentes
que deixam saudades na gente.
Voa musa alada
com os meus versos molhados na madruga...
Suba no teu pássaro de fogo,
e compartilhe teu dom ao mundo...
Voe para longe de mim,
com seus comandantes que só te dizem sim...
Voa pássaro sem asa,
voa cotovia da noite...
E que voem as penas da sorte,
antes do silêncio da morte: de um poeta?
Voa poesia em vôo cego,
que ninguém entende a sua melodia
mesmo escutando-a... voa....
THA©KYN