SONETO QUE RISCA O CÉU 


Pueril fumaça que chamusca o céu! 
Sois a Força e a segurança pura, 
que fere como giz e depois cura. 
Flamejante vôo destino ao léu... 

Esquadrilha que não fuma mas traga, 
solta fumaça desenhando a rota... 
Vento gentil que assopra e estraga, 
cabelos ao ar; à bordo sonho em cota. 

Nos flapes que balançam no ar vis ancas, 
Lindas comissárias que balançam; 
os corações alheios tudo bancas. 

Mil milhas na distante acrobacia; 
no Amor que castiga piloto e máquina? 
Ou no manche em pouso banho e bacia... 

 

THACKYN © - 06/05/2003 

 

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Eustáquio Mário Ribeiro Braga 
thackynn@fjp.gov.br - Belo Horizonte/MG

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