CANÇÃO DA SAUDADE 


Num dia muito distante, 
Vesti a farda da FAB 
E voei em suas asas 
No Céu azul brasileiro. 

Tantas, tantas alvoradas, 
Ouvi em manhãs geladas 
Acordando dos meus sonhos, 
Ao clarim da liberdade. 

Sempre fui um bom soldado, 
A sentinela avançada, 
Nos confins da Pátria Mãe, 
Guardei fronteira isolada. 

Os anos foram passando 
Ao sabor do vento norte, 
E na poeira do tempo, 
Jogamos o azar e a sorte. 

E, como folhas de outono, 
Nossas vidas, nossos sonhos, 
Foram rolando, rolando 
Ao tempo, ao vento e ao Eterno.

 

 

 

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Alexandre José Tarta 
ajtarta@uol.com.br - Porto Alegre/RS

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