CANÇÃO DA SAUDADE
Num dia muito distante,
Vesti a farda da FAB
E voei em suas asas
No Céu azul brasileiro.
Tantas, tantas alvoradas,
Ouvi em manhãs geladas
Acordando dos meus sonhos,
Ao clarim da liberdade.
Sempre fui um bom soldado,
A sentinela avançada,
Nos confins da Pátria Mãe,
Guardei fronteira isolada.
Os anos foram passando
Ao sabor do vento norte,
E na poeira do tempo,
Jogamos o azar e a sorte.
E, como folhas de outono,
Nossas vidas, nossos sonhos,
Foram rolando, rolando
Ao tempo, ao vento e ao Eterno.