Soneto de Fazer Fumaça 




O parafuso e a queda livre fascinavam. 
Os olhos não perdiam pontos das manobras 
e os aviões ao sol de abril faziam trovas 
na mente que aprendia o som de luas novas. 

Castelos de fumaça e um mar de nuvens claras, 
manhãs da juventude e braços que arvoravam 
vontades de voar com as próprias asas 
nos ventos de esperança e ruas asfaltadas. 

Um leque, o coração, poeira e a meninada, 
as mãos na fronte, o azul dos sonhos na cabeça 
e o céu sorrindo em festa, não dizia nada. 

Hoje o meu peito voa versos de incertezas, 
saudades, catedrais... E pousa sobre a mesa 
meus loopings de paixões, colhidos pela estrada.


 

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Nathan de Castro 
nathan.jr@superig.com.br -  Divinópolis/MG

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